Perdoar ou não perdoar?
Tudo vai bem até que você descobre que seu parceiro foi infiel.
O chão parece sumir sob seus pés e sua primeira reação é querer esganar o parceiro.
Mas você não sabe o que fazer: por um lado, sente raiva, angústia e depressão;
por outro, quer preservar a relação e os bons momentos passados juntos. Complicado?
A maioria pode não querer correr o risco de recomeçar e expor-se
a mais sofrimento e decepção.Virar as costas para uma relação destruída pode
ser a solução mais simples ou mais razoável, a que o liberta da esperança. Mas
pode também ser uma forma de não crescer, de evitar o confronto com algumas
verdades amargas da vida, com o amor e com você mesmo, e de evitar assumir o
terrível peso da responsabilidade de fazer a sua relação funcionar.
Vocês estão profundamente magoados devido a uma traição, mas
estão confusos ou são corajosos o bastante para admitir que ainda desejam permanecer
juntos, enfrentar o que em cada um de vocês levou à infidelidade, e trabalhar
no sentido de restabelecer a confiança e intimidade.
Se você decidir reatar com o seu parceiro, você pode, com o
tempo, vir a considerar a traição não apenas como um trauma lamentável, mas
como um alarme, um grito de alerta. Você pode acabar descobrindo que precisava
de uma explosão nuclear como essa para pôr abaixo a sua construção anterior
e permitir que uma versão mais saudável, mais consciente e madura tomasse o
seu lugar.
Dado o desgaste pelo qual vocês dois já passaram, talvez não
tenham mais oportunidades de testar a força do seu relacionamento. Eu os instigo
a iniciar o processo, desafiar a dor e ver o que serão capazes de produzir juntos.
Depois de contar até três, convido vocês dois a caminhar até o centro do ringue,
remover as luvas de boxe e apertar as mãos.
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